Certamente muitos, se não todos, já tiveram o “prazer” de escutar aquele velho ditado que diz... “Não faça com os outros aquilo que você não quer que seja feito com você”. Esse ditado pode ser um saco em termos, porém traz uma proposta lógica. A ressalva feita a este axioma se dá apenas para chegar ao que toca, no que diz respeito a lógica dos relacionamentos e a mentalidade que serve de base para encontrar o parceiro ou a parceira ideal. A grosso modo podemos identificar que os estágios que se seguem antes da fase do namoro propriamente dito se assemelha muito com uma simples e dinâmica entrevista de emprego, uma prova disso são os encontros e os diálogos virtuais e presenciais, onde a base da conversa é a profissão, idade, lazer, nome completo e endereço dos envolvidos no que chamam de paquera. Após a fase da eliminação através de entrevista, o candidato ou candidata será ou não aprovado para a segunda etapa, que nada mais é do que a fase da experiência, onde o individuo (tanto homem quanto mulher) só estabelece vinculo empregatício, ou seja, só se torna namorado ou namorada de fato após o terceiro mês de experiência, onde nesse período a pessoa é minuciosamente avaliada para daí então se tornar finalmente o par oficializado.
Vamos a parte “problema” da coisa. Durante a fase teste, o avaliador(a), ou seja, a pessoa que se diz sofrida e que por sempre se dar mau não confia em ninguém facilmente decorrente às traições dos relacionamentos anteriores, reproduz tudo aquilo que lhe serviu de motivo para tanto rigor e amargura no que diz respeito a busca da sua pessoa amada, o individuo digno de sua “confiança”, porém o engraçado é que nesse sentido, o avaliador, a pessoa que tanto foi traída, que busca seu ou sua amada realmente digna de confiança, ao reproduzir tal mentalidade faz dessa pessoa um ser tão indigno de confiança como quem os traiu. Tenho ciência de que este texto é confuso, porém, se este fosse de simples entendimento não faria jus ao significado do que é o relacionamento dos novos tempos. A questão aqui é saber se existe lógica de fato nesse novo sistema, nessa justificativa, porque eu como mero mortal não vejo lógica alguma.
4 comentários:
querido Gerlan, gostaria primeiramente de parabenizar-lhe pela sua desenvoltura como escritor, a forma que vc consegue exprimir as situações cotidianas de forma tão concreta e absoluta.
agora em relação ao texto estou de pleno acordo com o que vc ( nas entrelinhas) descorda, hoje em dia por nós termos acesso a tantas pessoas ficamos apreensivos em relação à nos envolver de forma séria com uma pessoa, seja por um trauma não superado, instinto...
...CONTINUANDO,as pessoas hj querem se auto-proteger de possiveis decepçoes e nada melhor do que o velho e bom ditado "farinha pouca meu pirão primeiro!"logo, a auto defesa é uma arma muito preciosa nesse contexto amoroso atual, onde as pessoas veem as outras como uma caixa de oportunidades,logo o amor primeiro é o melhor.bj
Querida Isis.
concordo em termos...como diria um velho sábio " a diferença entre o veneno e o remédio é a dose", logo devemos nos perguntar até onde isso tudo é saudavel para nós mesmos, sem falar que de certa forma contribuimos na continuação deste comportamento para as novas gerações. Talvez seja ingenuidade minha mas, quem perde é quem faz a merda, pois quando mais tarde que olha para traz e não ver uma pessoa para estar ao seu lado, uma pessoa digna, este vive uma amagura profunda fazendo de sua vida um inferno. Mas você tem razão, conciencia é coisa para poucos.
^^ beijos queria e obrigado pela participação....
espero que mande dicas e sugestões também...^^
Quero primeiramente parabenizá-LO pela escolha do nome do blog.É de muito bom gosto.Agora,quanto ao texto,você conseguiu transmitir a mensagem,não diria com perfeição,mas o necessário para levar-nos a uma reflexão sobre o método da procura do parceiro(a) ideal.Não discordo totalmente da tática utilizada,afinal é do ser humano tentar fugir do sofrimeto e de mais decepções.No entanto,é preciso saber a hora de baixar a guarda da desconfiança,e dar-nos uma nova chance de sermos felizes.Resumindo,é necessário essa avaliação,mas na medida certa,pois a diferença entre a droga e o fármaco está na dose.
Beijão!Espero ler mais textos interessantes.
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