Certa vez, a pedidos, escrevi pra uma rádio on line alguma coisa sobre o amor onde o titulo era “O amor é uma viajem” . Agora lhes apresento a parte dois do pensamento desenvolvido naquele artigo que fez muita gente rir não sei do que, mas ta valendo.
Pela manhã, enquanto me arrumava para ir trabalhar, vi um daqueles lideres espirituais que sempre passam pela TV falando sobre suas concepções a respeito da sociedade. Pois bem, esse tal religioso budista falou o seguinte: “ antigamente o mundo sofria por se aprisionar ao amor, hoje as pessoas sofrem por ter se libertado dele”, genial. Sei que muitos engraçadinhos esperam que eu conceitue o que é amor, e lhes garanto, não irei fazer isso! A proposta da discussão aqui é entender nossos desejos. É o tipo da coisa, se chove a gente reclama, se faz sol a gente reclama, e chove e faz sol ao mesmo tempo reclamamos também. O problema é que chegamos a um ponto do nosso desenvolvimento social em que somos malaxofóbicos¹, e com esse medo nos tornamos conseqüentemente esquizofrênicos, e por mais que engraçado ou bizarro que isso venha parecer devemos tomar sérios cuidados e não tornar as relações uma espécie de “O Aprendiz”² e sair demitindo todo mundo como se fossem nada. Juro que pensar não doe e nem causa câncer, então sejamos consciente a respeito de que tipo de mundo estamos ajudando a construir e que tipo de retorno iremos esperar desse mundo, e deixemos as coisas bem esclarecidas, não para terceiros, mas para si mesmo.
¹Malaxofobia (do grego malakós = suave, brando e phobía = medo, aversão) ou Sarmassofobia (do latim Sarmatia - Sarmácia, em português - antiga região próxima ao Mar Morto) é o nome que se dá, em Psiquiatria, para a aversão doentia aos jogos amorosos, à sedução. Conceito utilizado para caracterizar o medo de amar.
²O Aprendiz é um reality show produzido atualmente pela Rede Record, que usa o mesmo formato do programa estadunidense The Apprentice, apresentado pelo empresário Donald Trump.
1 comentários:
Texto explêndido negão, Parabêns!
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