Certamente muitos, se não todos, já tiveram o “prazer” de escutar aquele velho ditado que diz... “Não faça com os outros aquilo que você não quer que seja feito com você”. Esse ditado pode ser um saco em termos, porém traz uma proposta lógica. A ressalva feita a este axioma se dá apenas para chegar ao que toca, no que diz respeito a lógica dos relacionamentos e a mentalidade que serve de base para encontrar o parceiro ou a parceira ideal. A grosso modo podemos identificar que os estágios que se seguem antes da fase do namoro propriamente dito se assemelha muito com uma simples e dinâmica entrevista de emprego, uma prova disso são os encontros e os diálogos virtuais e presenciais, onde a base da conversa é a profissão, idade, lazer, nome completo e endereço dos envolvidos no que chamam de paquera. Após a fase da eliminação através de entrevista, o candidato ou candidata será ou não aprovado para a segunda etapa, que nada mais é do que a fase da experiência, onde o individuo (tanto homem quanto mulher) só estabelece vinculo empregatício, ou seja, só se torna namorado ou namorada de fato após o terceiro mês de experiência, onde nesse período a pessoa é minuciosamente avaliada para daí então se tornar finalmente o par oficializado.
Vamos a parte “problema” da coisa. Durante a fase teste, o avaliador(a), ou seja, a pessoa que se diz sofrida e que por sempre se dar mau não confia em ninguém facilmente decorrente às traições dos relacionamentos anteriores, reproduz tudo aquilo que lhe serviu de motivo para tanto rigor e amargura no que diz respeito a busca da sua pessoa amada, o individuo digno de sua “confiança”, porém o engraçado é que nesse sentido, o avaliador, a pessoa que tanto foi traída, que busca seu ou sua amada realmente digna de confiança, ao reproduzir tal mentalidade faz dessa pessoa um ser tão indigno de confiança como quem os traiu. Tenho ciência de que este texto é confuso, porém, se este fosse de simples entendimento não faria jus ao significado do que é o relacionamento dos novos tempos. A questão aqui é saber se existe lógica de fato nesse novo sistema, nessa justificativa, porque eu como mero mortal não vejo lógica alguma.
Muitos jovens e adultos, sejam homens ou mulheres, usam de certas bebidas para dar mais ânimo, ou como se diz a grosso modo, dar mais fogo na hora da relação. Fato engraçado é que bebidas causam efeitos diferentes em gêneros diferentes, e até mesmo, em pessoas diferentes. Se por um lado o consumo de vinho, por exemplo, causa aumento do apetite sexual na maioria das mulheres, o mesmo causa a decadência dos homens, o que reforça a teoria de que os opostos podem até se atrair, porém, nem sempre se conectar. Já dizia um velho sábio , “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”, e este estava certo. O modismo por traz de consumo de determinadas substâncias para um melhor desempenho sexual, ao invés de ajudar, só atrapalha e ainda te ajuda na má fama. Sei que as meninas têm boas histórias para contar.
A mulher com certeza tem o poder de guardar e administrar informações. A fortaleza que ronda o mundo feminino é tão impermeável quando a falange espartana*, colocando em números, é como se a mulher tivesse para sua capacidade de guardar segredos fosse de 1024 Terabytes e o homem 1 Megabyte.
Assim como em muitas guerras que modelaram o mundo, as brigas se deram em prol de informação, a guerra dos sexos não foi e nem é diferente, ao menos em seus aspectos básicos, o que muda de fato é entre a comunidade masculina e a feminina. As mulheres (algumas, não todas), só compartilham com suas demais as informações menos “importantes” como um paquera nos casos das solteiras e babados envolvendo suas rivais, sem deixar de citar a potência de sua língua ferina que tem o incrível dom de tornar qualquer mentira a maior de todas as verdades, sem falar no poder de difusão das informações, já os homens (não todos) têm o péssimo hábito de falar sobre tudo com todo mundo, o que dispensa maiores comentários e acaba deixando-os vulneráveis nesta guerra sem fim.
Como diria Fernando Collor de Mello “...quem não tem competência não se estabelece.”
Após o grande sucesso da cena de beijo lésbico novela Laços de Família e sua repetição na novela Senhora do Destino, mostrar mulheres se beijando na televisão brasileira se tornou uma prática comum e que rende bons retornos aos seus produtores. Recentemente, apareceu na RedeTv! um programa com proposta de testar a fidelidade do parceiro ou parceira de quem procura o programa. Os mais famosos foi o do marido que queria saber se sua esposa gosta de mulher e um outro que queria saber se sua esposa gostava de sexo em grupo. O engraçado é que sempre que se mostra uma mulher beijando outra a audiência de onde quer que seja dispara, logo, lesbianismo vende, e muito. Não objetivo eleger culpados, porém, o fato é que essa prática, assim como tantas outras, refletem na sociedade, pois o número de homens que pedem a suas namoradas para trazer a amiga para o meio da relação é simplesmente grandioso, e digo isso com base em pesquisas e entrevistas feita pelo grupo Somos Inocentes, em que cada 10 entrevistadas 9 já teve a oportunidade de ouvir esse pedido do namorado ou marido, dessas 9, 4 atenderam com extremo receio de perder o namorado e 2 duas por muita curiosidade. Esse fenômeno é muito parecido com a síndrome do filme pornô, em que muitos homens obrigam suas esposas a fazer exatamente como as atrizes fazem nos filmes. Outro fato é a forma como são distribuídos os papéis. Por exemplo os gays que são postos como uma figurinha de humor, sem falar que sempre existe uma piada envolvendo uma bichinha. A conclusão disso é que toda proposta lançada pela mídia tem um fundamento especifico, e o engraçado é que muito dessas propostas habitam no interior de boa parte da sociedade ainda hipócrita em vários sentidos, e que nossa sociedade ainda é muito machista, na medida em que a vontade de transformar a mulher em uma figura bissexual surge primeiramente na cabecinha do próprio marido. Logo o puro gosto de se viver uma vida homossexual se transforma em uma potente receita comercial.
A base da nossa sociedade é, ainda que disfarçadamente, machista. Comecemos pelo crescimento do índice de mulheres adentrando no mercado de trabalho. A maioria delas ingressam em lojas de departamentos ou em qualquer outra profissão onde sua sensualidade seja objeto de cobiça ou sua vulnerabilidade bastante explicita, lembrando que em nosso país a justiça em relação, dentre outras coisas, ao assedio no ambiente profissional simplesmente não existe. Será que ninguém nunca se perguntou por que as mulheres de lojas de departamento usam calças que desenham seu corpo por completo, até mesmo nas lojas de eltro-domésticos e postos de gasolina. A explicação reside em uma mentalidade machista que a sociedade ainda tem. Se por um lado as mulheres se sentem bem em serem atendidas por quem as compreendem, por outro lado os homens adoram uma gostosa os atendendo. Quem não se lembra de uma mulher bonita e gostosa atendendo com um pequeno grau de burrice?! Quem de vocês, mulheres, perdeu uma vaga de emprego para uma mulher bonita ainda que você mais capacitada que esta? Caso você nunca viu... eu já vi, e confesso ter ficado horrorizado com tal atitude dos avaliadores.
Passe a olhar o mundo de forma analítica. Observem as propagandas, as novelas, os filmes ( que usam muito a bi-sexualidade feminina para vender seu produto para sociedade), web sites, resumindo, tudo a sua volta e se perguntem se há uma valorização de fato.
Prefiro partir do pressuposto de que vemos o que queremos ver e ouvimos o que queremos ouvir, com isso não quero dizer que somos tolos ou burros, mas sim, que somos alienados ou direcionados a um senso comum.
Lembrem-se...Mulher não é produto.


